Desde já peço desculpas ao nosso amigo Robson, pois sempre que nos encontramos ele me pede para inserir mais postagens. Mas aí vai uma ótima notícia: A partir de março irei alavancar as postagens para poder surprir a demanada. (rsrs)
Agora, sem mais milongas... apresento-lhes um novo tipo de postagem no blog para 2010 com curiosidades sobre artistas do cenário Reggae e Forró Pé-de-Serra. Então, vamos começar com um de nossos maiores intérpretes da história da música...Bob Marley, Peter Tosh e Junior Marvin no Rio de Janeiro.
Bob Marley, Junior Marvin (guitarrista dos Wailers), Jacob Miller vocalista do Inner Circle), Chris Blackwell (diretor da Island Records) e a esposa Blackwell, Nathalie, vieram ao Brasil em um jato particular para participar da festa que inaugurou as atividades do selo alemão Ariola no pais. A Island, gravadora original dos Wailers, era então um selo da Ariola. Bob interrompeu as sessões de gravação que resultariam no álbum 'Uprising' para vir ao Brasil. Na descida em Manaus, para reabastecimento, o jato ficou retido por algumas horas. O governo militar certamente não estava vendo com bons olhos a vinda daquela comitiva enfumaçada. Depois de alguma negociação as autoridades acabaram cedendo, mas sem liberar vistos de trabalho, o que desestimulou os que pensaram em improvisar uma apresentação deles em solo brasileiro. Depois ainda desceram em Brasília e rapidamente decolaram em direção ao Rio de Janeiro. Chegaram no aeroporto Santos Dumont às 18h30m do dia 18 de março, terça-feira. Logo foram cercados pelos repórteres. Bob era mais conhecido na época por ser o autor de "No Woman No Cry", música que havia vendido 500 mil copias na versão de Gilberto Gil. Suas primeiras declarações foram sobre a música brasileira: "O samba e o reggae são a mesma coisa, tem o mesmo sentimento das raízes africanas".
O sonho de uma apresentação de Bob Marley no Brasil jamais se concretizou, mas ao menos tivemos a oportunidade de conhecer outro lado de suas personalidade, mostrando que longe dos palcos e dos estúdios ele era apenas uma pessoa como qualquer outra. Todos os jornais que cobriram sua visita destacaram o fato de que ele se mostrava sempre acessível e disposto, sem traço de estrelismo. Esta vinda ao Brasil foi ofuscada na biografia de Bob Marley pela apresentação na festa da independência cdo Zimbabwe, que aconteceria menos de um mes depois. Mas para quem sente a sua música bater com toda força sem causar dor, esta é uma lembrança inestimável.
Abaixo, um vídeo de Bob Marley e os demais no calçadão da praia... É só copiar o endereço abaixo e colar em uma nova página!!!
http://www.youtube.com/watch?v=dLWReQ84YHM&feature=player_embedded#










A banda gravou e mixou as faixas do novo trabalho no estúdio Áudio Fyah, com o renomado produtor e engenheiro de som Wagner Bagão, que já trabalhou com nomes de peso do reggae nacional como Tribo de Jah, Reggae Style e Leões de Israel, entre outros.
Biografia


Para acompanharmos como foi a etapa de formação do Dub, precisamos voltar até 1967, época em que o rocksteady era o som da vez. "Ruddy Redwood" era dono de um soundsystem em Spanish Town e amigo de um dos barões da música jamaicana, Duke Reid. Essa fortuita amizada lhe rendia alguns specials, ou dub-plates, acetatos vagabundos que serviam de teste para o lançamento comercial de um compacto. Se a receptividade da música fosse boa nos soundsystems afiliados, "satélites", como o de Ruddy, Duke, através da sua gravadora Treasure Isle, colocava a música no mercado. Pois bem. Um belo dia, Ruddy recebe a música "On The Beach", dos Paragons, sem os vocais. A total falta de atenção do engenheiro de som, fez com que o nome de Ruddy entrasse pra história. Se forço um pouco meus ouvidos, escuto o "bingo" que Ruddy gritou quando ouviu a novidade. À meia noite, Mr. Midnight, como era conhecido, tocou "On the Beach" duas vezes seguidas. A primeira com vocais e a segunda sem, fazendo todo mundo cantar a música inteira. Foi um sucesso que abalou para sempre as estruturas da música jamaicana: o nascimento das versions. Assim que Reid ficou sabendo dessa possibilisade, tratou logo de produzir versões sem vocal dos seus principais hits. Logo, logo, essas versões começaram a ser lideradas por instrumentos, como o sax e o órgão. Já em 1970, praticamante todos os compactos jamaicanos vinham com uma version no lado b. .jpg)